Novos escaladores na área…

Estes têm sido dias muito felizes para a escalada goiana, não tanto pela evolução dos escaladores, nem pela abertura de novas áreas cheias de vias de escalada (bem, isso só se Goiânia fosse transferida de lugar). O fato é que a família nodab cresceu em número e qualidade.

Vieram juntar-se a nós Diego e Maia, para alegria de tias e tios corujas que até lavarão as mãos para tirar o magnésio quando forem pegar no colo noss@s nov@s companheir@s. Parabéns à Cecília que encabeçou o movimento, seguida de perto pela Dani. Auxiliadas as duas por 66%dos editores do blog: Rafael e Fred.

A noticia é tão boa que merece post especial com as técnicas de treinamento  que serão utilizadas futuramente nas instalações da Sloper. (Fred á mandou pintar uma parte do muro de rosa e outra de azul e Rafael comprou um crashpad forrado de pelúcia para nossos queridos).

“Olhou furtivamente aquele novo anjo, até que se viu descoberto; então fingiu ignorar sua presença e começou a fazer toda espécie de macaquices para que ela o admirasse. Levou assim certo tempo, mas, no meio de um difícil e perigoso exercício de ginástica, olhou de revés e viu que a menina ia a caminho de casa. Aproximou-se da cerca e encostou-se muito triste, na esperança de que ela parasse ainda um pouco. A menina se deteve na escada e depois encaminhou-se para a porta, mas, quando a viu já na entrada, Tom suspirou. Logo em seguida, o seu rosto iluminou-se porque, antes de entrar, a menina atirou-lhe um amor-perfeito.” (Mark Twain – As Aventuras de Tom Sawyer)

Campeonato Brasileiro de Boulder 2012

1ª Etapa Campeonato Brasileiro de Boulder realização Adrena Esporte e Aventura
Data: 28 e 29 de abril de 2012
Tipo campeonato: Festival
Route-setter: André Berezoski Neto (Belê)
Local: Praça General Tibúrcio, Bairro da Urca, Rio de Janeiro – RJ
Como chegar: http://migre.me/8DstT

Categorias:
Amador – Masculino e Feminino:
Senior: Nascidos antes de 1972
Adulto A: Nascidos entre 1983 e 1992
Adulto B: Nascidos entre 1973 e 1982

Infantil: Nascidos a partir de 1999

Paraclimbing: Para portadores de necessidades especiais

IFSC – Masculino e Feminino:
Master: Masculino e Feminino
Júnior: Nascidos em 1993 e 1994
Juvenil A: Nascidos em 1995 e 1996
Juvenil B: Nascidos em 1997 e 1998

Inscrição através do site da 1ª Semana de Montanhismo: http://www.semanademontanhismo.com.br/eventos/campeonato-brasileiro-de-escalada-esportiva
Inscrições realizadas até 20/04/2012: R$ 60,00 (Desconto de 30% para federados CBME)
Inscrições realizadas entre 20/04 e 26/04: R$ 100,00 (Desconto de 30% para federados CBME)

Atletas das categorias Master, Júnior, Juvenil A e Juvenil B são obrigados a serem filiados a uma instituição filiada a CBME. Atletas das demais categorias não são obrigados mas caso sejam filiados ganham desconto na inscrição.
Programação

28/04 – Sábado – Festival
12:00 – Entrega de Kits
12:50 – Briefing
13:00 – Início Festival para categorias: Senior, Adulto A, Adulto B, Infantil e Paraclimbing
17:00 – Término Festival
17:15 – Entrega de medalhas

29/04 – Domingo
12:00 – Entrega de Kits
12:50 – Briefing
13:00 – Início Festival para categorias: Master, Júnior, Juvenil A e Juvenil B
17:00 – Término Festival
17:15 – Entrega de medalhas – Juvenil A e B e Júnior
18:00 – Final Feminino
18:50 – Entrega de medalhas e troféus – Feminino
20:30 – Final Masculino
21:20 – Entrega de medalhas e troféus – Masculino

Maiores informações:
sac@adrenaonline.com.br
www.adrenaonline.com.br
31 3285-4494 / 31 9167-7743

Betão e suas Tequilas

Texto do nosso enviado especial Betão

Retornar ao México tinha um de  ar de deja vu associado a uma novidade. Primeiro era voltar a um lugar onde fui muito feliz, segundo era a oportunidade de viajar com dois grandes amigos, Ramirez e Daniel, para apenas escalar.

Claro que nem tudo é perfeito. Como se verá adiante. Os primeiros dias na cidade do México foram para reencontrar os amigos, da universidade e da montanha, e para matar a saudade da própria cidade.

Com 20 milhões de habitantes, essa cidade só é menor que Tókio, mas ao contrário do que poderia imaginar um brasileiro, não tem nada a ver com São Paulo, é muito mais horizontal,  com áreas verdes, céu sempre visível e as pessoas são mais acolhedoras. É uma cidade cosmopolita com 15 linhas de metrô e museus fantásticos. Além de ter sido construída sobre Tenochitlan – a capital azteca – e sobre os lagos do Valle de México, o que imprime a essa megalópole rodeada de vulcões uma aura mítica.

Dentro da Cidade do México há, pelo que eu me lembre, 4 áreas de escalada, totalizando umas 500 vias. Mas nossos objetivos foram as áreas próximas à cidade do México, por volta dos 100 km de distância que são Mecas da escalada esportiva: la Cueva del Penitente em Actopan, las Peñas de Dextani Alto em Jilotepec e Chonta nas grutas de Cacauamilpa. La Cueva é um setor de tetos dentro de uma raríssima gruta de basalto. Fui aí duas vezes, uma antes da chegada de Dani e Ramirez e outra com eles juntos, em ambas vezes fomos com a pandilla de Carlos (Kike, Pancho, Lucas, Claudita, Melvin, Michelle, Hoesch…). Na primeira vez tive a oportunidade de viajar em 11 num carro…

Lá não conseguimos mais do que deixar pedaços de pele. É uma escalada bem diferente de tudo o que nós três estávamos acostumados.

Daí fomos para Jilotepec com nossos amigos Carlos Vargas, Kike, Pancho e Lucas. Devo explicar que Carlos é o treinador desses meninos. Kike tem 17, Pancho, 15 e Lucas, 11. Os dois primeiros estão escalando décimos e fazem parte da equipe mexicana juvenil de competição. É impressionante ver a integração da turma e o respeito que têm entre si. Além disso, Carlos, ou Chacha ou Charlie, é fundador do Fesp – fundo de escalada super-pobre – que nos anos 1990, equipou varias zonas de escalada no México, como los Dínamos, Jilotepec e Chonta.

Jilo ficou famoso fora do México depois do Rocktrip da Petzl de 2009. São vários setores e os mais impressionantes são os que ficam no huevo del Godzila, um ovão que abriga dúzias de vias, varias delas de 5.14, como a Megassessino e las Chicas Superpoderosas. Paga-se 10 pesos (R$1,50) para entrar e pode-se acampar na base da pedra. Tem algumas latrinas confortáveis mas não tem banho. Como faz frio (nevou…), a catinga é controlável.

Apesar do frio, que implicava em escalar três vias fáceis de sexto grau para aquecer os dedos e, daí para a frente, não parar até o fim do dia para não congelar de novo (isso mesmo: nada de esperar o grip mágico, ou a luz mágica ou a inspiração divina, o negócio aqui é escalar o dia inteiro: 8 entradas pelo menos, senão o dedo fica assustado pelo frio) a escalada aqui já rendeu mais:  Eu encadenei um 8c, la Gallina Negra e Dani um 9a, el Nahual. (claro que não tem fotos da minha cadena, mas tem fotos das tentativas de Dani na Mas si Osare um Extraño Enemigo ( um 10a – 5.13c – de 45 m).

De Jilotepec fomos para Teotihuacán, a famosa cidade do período clássico de Mesoamérica e que tem a terceira maior pirâmide do mundo e daí, para Chonta. Atravessamos a cidade do México pelo seu coração (não aconselhável para quem tem problemas cardíacos), dormimos na cidade de Cuernavaca onde encontramos com nossos amigos Carlos, Kike, Pancho, Lucas e os seguimos até el Hoyanco.

Como diz Carlos, Chonta es rompechingón. O potencial é impressionante assim como o visual. Quando chegamos, ficamos um tempo olhando dois alemães que estavam fazendo as 7 enfiadas da via Mala Fama (8a, 8c,9a,8c,9a,9b,7a).
Ficamos 1 semana aí, acampados perto da casa do proprietário, o compa dom Procópio Popoca. Logo no segundo dia eu encadenei a primeira enfiada da Mala Fama e machuquei a mão no desmonte. Daí não fiz mais nada alem de tirar fotos. Ramirez encadenou a primeira enfiada da Mala Fama (5.12a – 8 a), el Corrido de los Procópio (5.12 a – 8 a) e La bocina (5.12c – 8 c). Daniel errou a mão, ele estava tentando encadenar um 9a a vista, acabou encadenando, além das mesmas que Ramirez (mas em flash e equipando), um 5.13c – 10a flash (Jug de Toronja) e um 5.12d – 9 a (La Reyna del sur) de flash. Além dessas fez um 9c – 5.13c (bio) de terceira entrada. Como castigo ficou proibido de cair em qualquer 8º.

Ao fim dessa semana voltamos para Ciudad de México. Ramirez estava ansioso para testar seus limites na Iztaccíhuatl, vulcão de 5230m que fica perto da cidade do México. Novamente tivemos a companhia de Chacha nesta subida. Caminhamos 7 km de ida e volta, os maiores de toda a minha vida, e chegamos (bem, eu um pouco menos) a cerca de 4800m.

Ramirez voltou antes para o Brasil e eu e Daniel retornamos para Jilotepec. Aí consegui escalar um pouco, umas 3 vias de sexto grau com uma mão só. Daniel encadenou mais um 9a – 5.12d (la desalmada) a vista e no mais, choveu e nevou. Passamos os últimos dias num ritmo bem forte de cadena de tequilas e cervejas. Totalizando 7 garrafas de tequila e incontáveis  chelas, parte desse
esforço pode ser verificado na foto do início do texto.

É isso. No final, antes de retornarmos a nossas casas e à ausência de pedras que caracteriza Goiânia, passamos no museu de antropologia onde encontramos os restos mortais do primeiro escalador de cocal.

Lion Zion

Época de chuva, nada melhor do que buscar boulders esquecidos e velhos projetos. Nesse espírito nossos heróis voltaram ao boulder “Rinoceronte Branco”, nos fundos, bem fundos, do setor Bosque. O vídeo abaixo, da produtora Lion Zion, com patrocínio da “Lanches Marley”, traz a cadena do nosso estimado colega JLuis da versão SDS do boulder. A alta umidade relativa do ar pode ser percebida pela densa neblina que toma conta das filmagens a partir da metade do filme.